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terça-feira, 7 de junho de 2011

Sete de Junho. (Feliz aniversário)

Por Zenóbio Oliveira

Sete de junho, como o tempo passa,
__Parabéns meu amigo: alguém me diz,
Agradeço assim meio sem graça,
Por que será que não estou feliz?

Sete de junho, outro alguém me abraça,
E pronuncia, pra mim, coisas gentis,
__Obrigado! O tempo exibe a maça,
Com que feriu meus sonhos infantis.

Oh tempo! Dono da vicissitude,
Que, um dia, levou-me a juventude,
Que também me roubou a esperança,

De joelhos aos seus pés me acabrunho,
E suplico, hoje é sete de junho,
Deixa, por Deus, que eu volte a ser criança.

Mais um

Conquistei mais um por ser tenaz,
De rebolo passando pela vida,
Malograda, fatal, desiludida,
Pelo tempo cruel e tão voraz.

Sou mais um sem remissão que fica atrás,
Perdido no anonimato do passado,
Sem glórias, nem paixões, desalentado,
Agora vejo o quanto fui audaz.

Mesmo assim não me omito, nem me oponho,
Em aceitar mais um sempre risonho,
A renúncia é pequena e sem razão,

O hoje é tudo do que eu disponho,
Porque o ontem pra mim foi só um sonho,
E o amanhã será sempre uma ilusão.

Francisco José de Oliveira.

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Paquera


Por Zenóbio Oliveira

Tem uma moça me olhando de um jeito,
Com um olhar maldoso, de relance,
Como se desejasse ter a chance,
De residir cá dentro do meu peito.

Mal sabe essa moça que um romance,
Que no passado me tornou sujeito,
Faz-me fugir do que eu julgar suspeito,
De que meu coração jamais alcance.

Por isso moça do olhar esverdeado,
Se um outro amor já me deixou coitado,
E ainda há uma dor que me lacera,

Entenda um coração que ainda ama,
Não querer reviver o mesmo drama,
Que nasceu também de uma paquera.